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Extração de dentes em idosos: há algum risco?

Os dentes podem ser indicados para extração por diversos motivos.

Entre eles, temos: cárie muito profunda, fratura dentária e os problemas periodontais (em estágio que causam mobilidade excessiva dos dentes).

Mas na terceira idade precisamos nos atentar principalmente a esses problemas periodontais.

Essa é uma doença que pode vir a acontecer caso não se mantenha um bom cuidado bucal e é bem comum em idosos. A consequência dela pode ser a extração de um ou mais dentes que venham a ter o problema.

E nesse momento pode surgir algumas dúvidas, como se há algum risco em idosos extraírem algum dente.

Por isso, preparamos esse post para falar exatamente sobre esse procedimento em pacientes idosos.

A extração de dentes na terceira idade

Muitos pacientes chegam à terceira idade com problemas periodontais agravados, os quais incluem severas perdas ósseas e consequentemente grande mobilidade de alguns dentes.

Os problemas periodontais podem ter relação a outras doenças sistêmicas comuns em idosos, como a diabetes.

Em pacientes idosos saudáveis, a cirurgia de extração não tem nenhuma preocupação.

Mas o cuidado precisa ser redobrado naqueles que apresentam doenças sistêmicas e principalmente que estão descompensados. Muitas vezes a cirurgia precisa ser autorizada pelo médico que acompanha o idoso, devido ao uso de anestésicos com vasoconstritores.

Devido ao risco de sangramento durante o procedimento, algumas medicações podem necessitar suspensão por um período e para isso o médico que acompanha o paciente precisa estar ciente e autorizar.

Os pacientes que são cardiopatas podem precisar de profilaxia antibiótica para eliminar o risco de endocardite bacteriana (quando uma bactéria normalmente da boca entra no sistema sanguíneo e pode chegar ao coração).

É sempre bom lembrar que cada caso é um caso e que é preciso uma avaliação do dentista para definir o que fazer.

Como é feita a extração de um dente?

De forma resumida, numa extração simples, a área é anestesiada e o dente, descolado do osso. Depois, a área é fechada com pontos.

Agora vamos destrinchar essas etapas.

Como qualquer intervenção, principalmente uma extração, precisamos de uma avaliação clínica. Nessa etapa, fazemos um diagnóstico do paciente e da boca.

Para termos um diagnóstico completo, é preciso de radiografias. Portanto, a avaliação clínica e a radiográfica são complementares.

Depois dessa etapa de avaliação, partimos para a extração. O primeiro passo é a aplicação da anestesia local.

Já com o procedimento iniciado, agora é preciso, se houver necessidade, aumentar a mobilidade do dente.

Se essa mobilidade já estiver excessiva, com um instrumento que parece uma alavanca, soltamos o dente da gengiva e do osso.

Assim, pode-se prosseguir para a remoção do dente.

Após extraído o dente, fechamos com pontos e passamos as orientações para que haja uma boa cicatrização. Explicamos no próximo tópico.

E depois do procedimento?

A recuperação em idosos pode ser normal (em caso de pacientes saudáveis) ou mais lenta (em caso de diabéticos).

Mas aqui vai algumas dicas que valem para todos, além de idosos.

É essencial deixar a área limpa para evitar infecções e manter repouso absoluto nas primeiras 48 horas para não haver qualquer sangramento.

Em relação à alimentação, é importante evitar alimentos com resíduos (como arroz e farofa) e dar preferência à ingestão de alimentos frios ou gelados, líquidos ou pastosos.

Após esse período, idosos saudáveis podem voltar às atividades leves cotidianas, mantendo-se fora os exercícios físicos e qualquer outro esforço.

Essas atividades poderão ser retornadas em 7 dias.

Para os que têm alguma doença sistêmica ou precisam de acompanhamento, o ideal é procurar o médico da sua confiança.

Se houve necessidade de alguma suspensão de medicamentos, por exemplo, o profissional poderá indicar quando voltar a usá-los.

Para evitar extrações, não descuide da saúde bucal

Manter um bom cuidado bucal, com a escovação depois das refeições, uso do fio dental, escovação da língua e fazer o check-up com o dentista são essenciais para evitar uma extração dentária.

Fazer a escovação da língua é bem importante para remover a chamada saburra lingual, uma camada de bactérias, que gera mau hálito. Além disso, elas podem agravar problemas bucais e piorar até os problemas respiratórios.

Sem um bom cuidado bucal, abre-se uma janela de oportunidades para que as bactérias ataquem.

Por isso, familiares e cuidadores devem ficar sempre atentos para que o idoso mantenha os cuidados bucais em dia.

Portanto, não ter esses cuidados fazem com que a saúde, não só dos dentes, fique fragilizada.

Conclusão

Para concluir, voltamos então para a pergunta do título desse post. Há algum risco na extração de dentes em idosos?

Nos pacientes saudáveis, não há risco algum. E no caso dos que apresentam algum tipo de doença sistêmica e principalmente que estão descompensados, é preciso apenas alinhar com o médico que acompanha o paciente devido ao uso de medicamentos.

Em resumo, não há risco em passar pelo procedimento de extração na terceira idade quando bem planejado.

É também muito importante que o idoso ou os cuidadores/acompanhantes (quando for esse o caso) relatar todos os problemas de saúde que tem e as  medicações com suas devidas dosagens. A sugestão é ter sempre anotado em um papel na carteira.

Ficou com alguma dúvida sobre a extração de dentes em idosos? Deixe seu comentário abaixo!


Dra. Roberta Tuma e Pupo

Dra. Roberta Tuma e Pupo

Dentista especialista em Próteses e Estética Dentária. Sócia-diretora da Clínica StudioUno Odontologia

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