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Cirurgia Odontológica: Tudo o que você precisa saber

Pacientes têm muitas dúvidas quanto às cirurgias odontológicas e imagino que você as tenha também.

Seja para fazer a extração de algum dente ou para um tratamento estético, as perguntas sobre o procedimento são bem recorrentes nos consultórios.

Se vai doer, as contra-indicações, quanto tempo vai demorar ou se vai ser preciso tomar uma anestesia são algumas dessas dúvidas que os dentistas ouvem constantemente.

Caso tenha alguma dessas dúvidas, continue a leitura, pois fiz esse post para você!

O que é a cirurgia odontológica?

Antes de começar, é preciso entender o que é uma cirurgia odontológica.

Trata-se de um procedimento cirúrgico, feito em ambiente ambulatorial (no próprio consultório) e com uso de anestesia local.

Outra é com anestesia feita por médico anestesista que vem até ao consultório. Nesse caso, são para cirurgias muito longas, para pacientes que fiquem muito ansiosos ou para aqueles que tenham dores crônicas de ATM ou na coluna.

Esse tipo de cirurgia envolve extração de sisos e de outros dentes por diversos motivos, como cárie, doença periodontal e fraturas dentárias.

Além da remoção de dentes condenados, a cirurgia é feita também para colocação de implantes, cirurgias gengivais, remoções de cistos ou tumores e drenagem de abcessos.

Em resumo, as cirurgias odontológicas têm por objetivo recuperar a saúde e o bem-estar do paciente.

Casos em que é indicada a cirurgia odontológica

Feita a avaliação pelo dentista, a cirurgia odontológica pode ser indicada. Extração de dentes, como os sisos, é um dos casos em que uma cirurgia odontológica é necessária.

Também há casos de cirurgias mais complexas, como fratura óssea, remoção de lesões cancerígenas e cirurgias corretivas de face. Porém, essas devem ocorrer em ambiente hospitalar, e não em consultórios.

No caso da cirurgia para extração de dentes, como os sisos (terceiros molares), depende de diversos fatores:

  • se o paciente consegue fazer boa higienização na região;
  • presença de lesão de cárie;
  • doença periodontal (o dente pode já ter uma perda óssea considerável);
  • mau posicionamento na arcada;
  • necessidade de tratamento endodôntico (tratamento de canal). Nesse caso, sem previsão de sucesso devido à dificuldade de acesso ao dente.

Além disso, dentes de leite e dentes permanentes podem ser condenados por diversos motivos. Assim, é indicada a exodontia (extração) desses elementos afetados.

Cirurgia com anestesia geral ou local?

Outra dúvida de muitos pacientes é sobre a anestesia. Na verdade, o termo “anestesia geral” não é correto para a odontologia em consultório.

Muitas cirurgias odontológicas podem ser feitas em ambulatório, desde uma simples intervenção até a extração de dentes e colocação de implantes.

Cirurgias mais complexas (cabíveis ao especialista Buco Maxilo Facial) como fratura óssea, remoção de lesões cancerígenas e cirurgias corretivas de face devem ser feitas necessariamente em ambiente hospitalar.

Para essas ocasiões hospitalares, o paciente poderá ser submetido a anestesia geral, porém, em consultório, nunca será.

Pacientes de alto risco (problemas cardíacos graves, diabetes descompensada, problemas neurológicos ou outra instabilidade sistêmica) também podem ser indicados a ser operados em ambiente hospitalar para um melhor acompanhamento.

A cirurgia ambulatorial permite o acompanhamento de um médico anestesista para auxiliar no processo cirúrgico, onde ele administra medicações intravenosas durante o procedimento (podendo ser antibióticos, analgésicos, corticóides e também sedativos).

Cirurgia odontológica em grávidas

Em relação às contra-indicações, há muitas dúvidas sobre as pacientes grávidas. Bom, elas podem, sim, passar por cirurgias odontológicas. Porém, é preferível que sejam feitas apenas em casos urgentes.

As cirurgias estéticas não são recomendadas, pois para a cirurgia é preciso uso de anestesia local. Por ser um procedimento sem urgência, não é adequado expor a paciente e o bebê à substância anestésica sem necessidade.

O primeiro trimestre de gravidez é o momento mais delicado da gestação e durante esse período é preciso evitar a ingestão de medicamentos, anestesia local e também exposição radiológica.

Após esse período crítico, e se a gravidez não tiver problemas, a gestante pode ser submetida a procedimentos cirúrgicos com anestesia local.

Cirurgia odontológica em pacientes hipertensos

Além das grávidas, pacientes hipertensos também têm dúvidas sobre a possibilidade de fazer ou não cirurgias odontológicas.

Eles precisam necessariamente estar em dia com o acompanhamento cardiológico e com a medicação controlada para que a pressão arterial e os demais problemas cardíacos estejam estáveis.

O paciente estável através de medicação contínua pode ser submetido a cirurgias odontológicas sem problemas. Existem anestésicos locais específicos para esse tipo de condição.

Porém, o paciente descompensado ou que faz uso de medicação anticoagulante precisa obter um laudo médico cardiológico com a autorização para que o procedimento possa ser feito.

Poderá ser necessário suspender algum tipo de medicação para a realização do procedimento, mas quem decidirá será o cardiologista.

Em alguns casos, o paciente precisa realizar a cirurgia em ambiente hospitalar devido ao risco que apresenta sua saúde.

Cirurgias de enxerto

As cirurgias de enxerto podem variar entre, basicamente, osso e tecido gengival. Cada paciente pode necessitar de um tipo de enxerto e de uma certa quantidade. Portanto, não existem características específicas para todos os pacientes.

Enxerto ósseo é indicado para a ocasião que precisamos de osso e o paciente não tem mais. Isso pode ter sido consequência de uma doença periodontal que gerou perda óssea, de algum cisto removido ou até mesmo da perda de um dente.

Nossos dentes tendem a manter a quantidade óssea ao redor dele. Porém, quando o perdemos o corpo tende a reabsorver o osso que sustentava aquele dente perdido e aquela área apresentará um “defeito ósseo”.

Cirurgia odontológica em pacientes diabéticos

E com relação aos pacientes diabéticos? Esses podem passar por uma cirurgia odontológica?

A notícia para esse tipo de paciente é boa.

Os diabéticos bem compensados e controlados podem se submeter a cirurgias odontológicas sem dificuldades ou complicações.

Porém, esse perfil de paciente precisa ter mais atenção e ter mais cuidado no período de cicatrização. O uso de antibióticos é imprescindível para esses pacientes de modo que fique controlada um possível infecção.

Cuidados antes e depois de uma cirurgia odontológica

Agora que você já sabe o que é uma cirurgia odontológica e em quais casos é indicado o procedimento, vamos apresentar os cuidados antes e depois de uma cirurgia desse tipo.

Após a cirurgia, surgem as dúvidas quanto aos cuidados pós-operatórios. A principal é se o paciente poderá levar a vida normal depois do procedimento e quanto tempo vai demorar até estar 100% recuperado.

O primeiro cuidado que se deve ter antes de se submeter a uma cirurgia odontológica é informar ao dentista todos os medicamentos que faz uso.

É importante avisá-lo dos problemas de saúde atuais e os já curados, como alguma reação alérgica durante procedimentos odontológicos, hemorragia em uma cirurgia no passado, problemas de cicatrização ou uma queloide extensa em uma região pós-cirúrgica.

Informar o histórico familiar também é importante para que o dentista possa prever qualquer problema.

As 4 fases após a cirurgia odontológica

Sobre os cuidados após a cirurgia, podemos citar o seguinte cronograma:

1. Primeiras 48 horas (Fase gelada – até o 2º dia seguinte à cirurgia)

  • Manter a gaze colocada no local da cirurgia sob pressão por 40 minutos para evitar sangramento;
  • Evitar cuspir com frequência;
  • Manter repouso (evitar esforços físicos);
  • Ao deitar, manter a cabeça mais elevada que o resto do corpo;
  • Colocar bolsa de gelo na face, sobre a região operada, por 20 minutos a cada hora;
  • Ingerir alimentos frios ou gelados, de preferência sem resíduos, evitando líquidos gaseificados;
  • Evitar cigarros ou bebidas alcoólicas;
  • Após a alimentação, fazer higiene bucal (cuidadosamente) com água gelada, evitando bochechos;
  • Em caso de sangramento, umedecer uma gaze esterilizada com água gelada e morder no local durante 20 minutos. Caso não ceda, ligar imediatamente para o consultório ou comparecer a um hospital na rede de emergência;
  • Tomar medicação prescrita. Em caso de complicações, comunicar-se imediatamente com o consultório ou comparecer a um hospital em caso de emergência;

2. Após 48 horas (Fase Morna – até a retirada dos pontos)

  • Iniciar bochechos leves após as refeições, com Periogard, 2x/dia (pela manhã e à noite), conforme prescrição;
  • Iniciar compressas com água morna sobre a região operada durante 20 minutos, 4-6 vezes ao dia. Caso o local ainda apresente algum sangramento, adiar o início dessas compressas;
  • Avançar gradativamente para alimentos mais consistentes e mastigue sempre do lado oposto ao da cirurgia ou na frente, no caso de ter sido operado dos dois lados.

3. Controle pós-operatório

  • O ideal é retornar para retirar os pontos 7 dias após a cirurgia. Porém, o tempo certo pode variar caso a caso e será definido pelo dentista.

4. Após a retirada dos pontos

  • Nos casos de dentes retidos (sisos), é comum a permanência de uma abertura no local da cirurgia, principalmente na parte inferior. Mesmo em outras cirurgias bucais, isso é frequente. Mas não deve haver preocupações, pois a área cicatriza normalmente.
  • Mantenha os bochechos por mais de 10 dias;
  • Ligue para o consultório em caso de qualquer complicação, para marcar possível reavaliação.

Conclusão sobre cirurgias odontológicas

Em resumo, a cirurgia odontológica é indicada nos casos de extração de dentes por diversos motivos, como cárie, doença periodontal e fraturas dentárias. Fratura óssea, remoção de lesões cancerígenas e cirurgias corretivas de face também são outros motivos.

É necessário a anestesia local para os procedimentos que são feitos em consultório odontológico. A anestesia geral é para casos mais complexos, que são normalmente feitos em hospitais.

Pessoas diabéticas, hipertensas ou grávidas podem passar por esse tipo de cirurgia. Apenas no caso das gestantes, é preferível que as cirurgias sejam feitas somente em casos urgentes.

Tem mais alguma dúvida sobre cirurgias odontológicas? Deixe suas dúvidas na área de comentários abaixo ou envie uma mensagem!


Dra. Roberta Tuma e Pupo

Dra. Roberta Tuma e Pupo

Dentista especialista em Próteses e Estética Dentária. Sócia-diretora da Clínica StudioUno Odontologia

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